PRIMEIRA SAGA - Surge um Heroi contra o crime organizado - Super Batata x O Crime organizado.
Capitulo 1 ...O inicio
Doutor Frederick estava trabalhando na sua nova formula cientifica, encomendada pelo governo do RJ para acabar com os bandidos que aterrorizam a cidade maravilhosa. Essa formula milagrosa era uma bebida energética capaz de aumentar em mil vezes a força de um único homem, formando assim o mais forte exercito do mundo, exercito que acabaria com o crime organizado, não só no Rio e sim em todo o planeta. Mas, Frederick não conseguia finalizar sua criação, faltava algo, um detalhe, que tirava o sono do nosso cientista. E em uma dessas noites de insónia, quando sem perceber doutor Frederick esbarra sobre seus tubos de ensaio e acidentalmente deixa tudo cair em cima do seu lanchinho, uma linda batata cozida que tinha acabado de sair do fogo. Derrepente as luzes do laboratório começaram a piscar, o teto começou a tremer, tudo começou a tremer, e daquela mistura de batata cozida com formulas cientificas começa a surgir algo que aos poucos vai tomando forma revela um ser magnifico, uma batata bombada, com braços de aço, pernas de aço e corpo de batata, o mundo presenciava o nascimento do SUPER BATATA.
Frederick se levanta do tombo, limpa os óculos, encara sua criação e diz:
__Que Batatão!!!
A criatura sem entender o que estava acontecendo olha ao seu redor, observa tudo calmamente, se analisa, admira seu corpo e diz suas primeiras e intensas palavras:
__Puta que pariu, eu tô de pé!!!!(obs:tenta colocar uma batata de pé).
A criação e o criador começam a conversar, doutor Frederick explica os acontecimentos, concluindo que o ingrediente que faltava para a formula era batata e que agora seu lanchinho tinha se tornado o ser mais forte do mundo. Aproveitando a conversa, Batata começa a recordar seus tempos de infância na fazendo, de sua adolescência conturbada numa caixa de transporte e em como sua vida iria mudar depois daquela noite.
-O primeiro dia como herói
No outro dia bem cedo, Frederick liga para o governador e marca um horário para apresentar o resultado de suas pesquisas.
No caminho para o encontro o destino preparou um teste para Batata; uma loja estava sendo assaltada por bandidos altamente armadas com metralhadoras israelenses, vários reféns gritavam por socorro, os caixas desesperados colocavam o dinheiro dentro de sacolas de supermercado (lógico, estamos no Brasil), nesse clima assustador eis que surge a salvação, uma batata gigante, com braços de aço, pernas de aço e corpo de batata, entra no estabelecimento e diz:´´Foi daqui que pediram batata frita???´´.E nessa hora um dos marginais atira em Batata que num movimento matrix esquiva da bala e começa a atacar os bandidos com golpes de mortal kombat aniquilando os mesmos e salvando o dia. Logo a policia chegou (atrasada como sempre) e deparou com os bandidos todos amarrados e desmaiados. E em poucas horas a imprensa já estava fervendo em torno da misteriosa figura com formas de batata.
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No escritório do governador Batata é apresentado para o mesmo, que tinha acabado de ver as noticias pela televisão e estava impressionado com o ato heróico e com a repercussão que a figura havia causado, acontecimentos perfeitos para assustar os bandidos e salvar a desgastada imagem do governo.
O governador tratou logo de anunciar em rede publica o novo reforço da segurança estadual, cm discurso de campanha Batata foi apresentado com ar de celebridade e de salvação popular . ´´Que os bandidos tremam, pois Batata está do lado da lei´´dizia o governador empolgando a massa.
-Os primeiros inimigos
Bêm distante do discurso e das ladainhas politicas, Mano Zé e Mano Jão assistem e debatem sobre Batata:
___Essa batata vai vira pure. Diz Mano Zé
___Pode cre, se nem os homi pega nóis quem é essa batata pra encara. Saca só, tem que corta o mal pela raiz, tá ligado???.Diz Mano Jão limpando o nariz.
___O que a gente vai faze mano???.Retruca Mano Zé.
___A gente nada, mas eu tô ligado quem compra essa fita fácil. Responde Mano Jão sugando o nariz (será que ele ta resfriado?...né?!?!).
E agora o que vai ser do nosso herói???
Qual seram seus poderes heróicos???
Será que ele vai ser atacado pelos traficantes???
Ou pior...Será que ele vai sair na capa de alguma revista de fuxico???
Não percam no próximo capitulo das ´´Aventuras de Super Batata´´
Nessa mesma batapagina, nesse mesmo batablog.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Breve introdução dos meus estudos sobre: Educação e Capitalismo
Breve introdução dos meus estudos sobre: Educação e Capitalismo
Para explicitar a realidade educacional do Brasil, é necessário entender os condicionamentos econômicos, políticos e sociais que o país vive no momento, pois o sistema educacional resulta da evolução desses fatores. E para a explicitação desses condicionamentos, se estabelece ênfase no âmbito do Estado, entendendo esse como o resultado da relação geral da estrutura (econômica, política e social) do país.
A organização do estado brasileiro é embasada dentro dos moldes de sociedade capitalista ocidental: classes dominantes, que detêm o capital e classes dominadas que possuem apenas a força de trabalho. Dentro da lógica da correlação de forças, o Estado fica composto - enquanto estrutura de gestão - pela classe que domina, pois ela detém o capital, sendo esse o fator determinante do poder no sistema capitalista. As instituições jurídicas, políticas e culturais da superestrutura do sistema, que por serem controladas pelos detentores do capital, os dominantes, garantem sua preservação no topo da hierarquia do sistema. E dentro desse jogo de interesses entre as classes sociais é que se construiu o sistema educacional brasileiro. E por resultado dessa lógica relacional é que a educação acabou tornando-se veículo ideológico das classes dominantes, pois o sistema educacional do Brasil é ligado quase que inteiramente ao estado, seguindo assim o mesmo caminho de preservação de classes.
A educação é responsável pela reprodução e construção do saber em todos os seus sentidos e lugares, ocupando assim um papel político, formador de idéias, possibilitando ao educando - futuro cidadão - instrumentos para futuramente exercer papéis sociais variados. Por essa influência social que têm a educação, principalmente nas classes populares (com poucas opções de acesso a outros meios de capitação de conhecimento) é que se torna importante a manipulação do sistema educacional pelos dominantes, que estabelecem o ensino como fator da alienação popular, distorcendo a função da educação e do educador em prol da manutenção do status quo da elite politicamente dominante.
Essa influência desfigura os deveres - seus contornos humanistas - da educação e distorce a atuação da mesma na sociedade. Não que a educação tenha que se isolar e excluir os fatores externos, pois é dever dela preparar o educando para construir e exercer cidadania, e para isso ele tem que conhecer sua sociedade. A questão é que a educação não chega com a mesma intensidade a todas as camadas sociais, assim desfigurando a atuação da escola e transformando os princípios de igualdade em pura ilusão. No lugar de proteger o potencial individual do aluno, a educação se contra diz, prendendo-o numa alienação de classes, onde seu potencial não é explorado; pelo contrario é abafado (isso para as classes dominadas). Percebe-se então um choque entre o dever da educação com os interesses do sistema capitalista.
Após essa observação se percebe que existe uma dualidade no sistema educacional brasileiro: um lado preparando patrão (dominantes) e outro lado o funcionário (dominados). A elite, tanto industrial quanto agrária, administram os dois lados dessa escola dualista, encaixando-a no modelo capitalista. A educação, em especial a da rede pública, é deixada em um jogo conflituoso podendo perder seus objetivos principais, que são voltados para a formação da autonomia do ser humano. Não é interessante para as classes dominantes que a parte desprivilegiada do dualismo educacional forme intelectuais, pois, dotados de maior grau de intelectualidade (autonomia de pensamento e criticidade), seus conhecimentos poderiam ameaçar sua hegemonia. Então se desvaloriza a educação, se reduz o investimento e se desvia a atenção do problema, fazendo com que o potencial popular seja abafado (por ser temido).
Essa dicotomia educacional acaba por interferir em todos os desmembramentos da educação, afetando todos os setores e profissionais envolvidos. Os professores em especial, são uma das classes mais atingidas nesse meio profissional, pois sentem na pele, literalmente, todos os efeitos da desvalorização educacional; desde seu medíocre salário até a falta de estrutura do local de trabalho. A profissão de professor no Brasil é realmente instável.
Para se dar o desfecho final e entender a relação da desvalorização do professor com a crescente queda na procura pelos cursos superiores em licenciatura, é necessário compreender outra relação, a do trabalhador e capital. Maria de Fátima Costa Félix (1989, p.37) explica essa questão:
"(...) a relação entre o trabalhador e o capital como de fato no contexto das relações sociais engendradas no modo de produção capitalista. A subordinação da força de trabalho ao capital na sociedade é a conseqüência mais imediata da relação social que se estabelece entre as classes sociais numa situação historicamente determinada, em que o processo de produção tem base concreta a produção de mercado e mais-valia" (FÉLIX, 1989).
O ser humano realmente acaba por virar um produto, valorizado dependendo do seu conteúdo e conhecimento profissional. Por essa valorização profissional a pessoa procura se especializar em algo, para futuramente lucrar com o mesmo, esse é um dos motivos para talvez, participar de um curso superior em determinada instituição de Ensino, pois o certificado do Ensino Superior ainda é um dos facilitadores para a entrada no mercado de trabalho, podendo proporcionar um bom salário.
Seguindo o óbvio, pode-se afirmar que raramente a pessoa que tem opção de fazer um curso superior vai escolher uma profissão que não lhe trará grande retorno financeiro - embora estes possam estar no âmbito da satisfação pessoal. A idéia, pelo menos em termos, do primeiro curso é a de autovalorização profissional e lucro futuro - ter uma profissão e, talvez, um empreso - e não só absorver conhecimento; idéia essa puramente capitalista, perdendo, assim, o vínculo do bem-estar profissional (fazer o que gosta), embora isso possa ser discutível, pois pode haver a conciliação entre o prazer e as necessidades em termos de emprego e salário. Dessa maneira, o ingresso no Ensino Superior, aparentemente, já não possui a lógica da formação da individualidade, mas um pressuposto para a sobrevivência básica presente na idéia de lucros e ganhos econômicos cada vez maiores. Perde-se assim, nesta lógica, a possibilidade de contraposição ao sistema, pois se não há a preocupação pelo próprio indivíduo de formação em termos de autonomia, ele continuará a ser coadjuvante em seu processo de condição de dominado.
Concluindo, podemos afirmar que a desvalorização da educação ocorre devido a fatores externos que acompanham uma evolução política, econômica e social do capitalismo, que por sua vez segue a regra de manutenção da hegemonia de uma classe no poder. Mesclando essa desvalorização com a relação trabalho/capital, se justifica a queda na procura pelos cursos de licenciatura, pois mesmo que gostem da profissão e tenham inclinação para o magistério, os pré-vestibulandos escolhem uma profissão mais tranqüila e que tenha um retorno maior em termos financeiros.
Referências Bibliográficas:
FÉLIX, Maria de Fátima Costa. Administração escolar: um problema educativo ou empresarial? Cão Paulo: Cortez: Autores Associados, 1986.
FREITAG, Bárbara. Escola, estado e sociedade. 4 ed. rev. São Paulo: Moraes, 1980.
SAVIANI, Demerval (et all.), MENDES, Durmeval Trigueiro (coord). Filosofia da educação brasileira. 6 ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1998.
A organização do estado brasileiro é embasada dentro dos moldes de sociedade capitalista ocidental: classes dominantes, que detêm o capital e classes dominadas que possuem apenas a força de trabalho. Dentro da lógica da correlação de forças, o Estado fica composto - enquanto estrutura de gestão - pela classe que domina, pois ela detém o capital, sendo esse o fator determinante do poder no sistema capitalista. As instituições jurídicas, políticas e culturais da superestrutura do sistema, que por serem controladas pelos detentores do capital, os dominantes, garantem sua preservação no topo da hierarquia do sistema. E dentro desse jogo de interesses entre as classes sociais é que se construiu o sistema educacional brasileiro. E por resultado dessa lógica relacional é que a educação acabou tornando-se veículo ideológico das classes dominantes, pois o sistema educacional do Brasil é ligado quase que inteiramente ao estado, seguindo assim o mesmo caminho de preservação de classes.
A educação é responsável pela reprodução e construção do saber em todos os seus sentidos e lugares, ocupando assim um papel político, formador de idéias, possibilitando ao educando - futuro cidadão - instrumentos para futuramente exercer papéis sociais variados. Por essa influência social que têm a educação, principalmente nas classes populares (com poucas opções de acesso a outros meios de capitação de conhecimento) é que se torna importante a manipulação do sistema educacional pelos dominantes, que estabelecem o ensino como fator da alienação popular, distorcendo a função da educação e do educador em prol da manutenção do status quo da elite politicamente dominante.
Essa influência desfigura os deveres - seus contornos humanistas - da educação e distorce a atuação da mesma na sociedade. Não que a educação tenha que se isolar e excluir os fatores externos, pois é dever dela preparar o educando para construir e exercer cidadania, e para isso ele tem que conhecer sua sociedade. A questão é que a educação não chega com a mesma intensidade a todas as camadas sociais, assim desfigurando a atuação da escola e transformando os princípios de igualdade em pura ilusão. No lugar de proteger o potencial individual do aluno, a educação se contra diz, prendendo-o numa alienação de classes, onde seu potencial não é explorado; pelo contrario é abafado (isso para as classes dominadas). Percebe-se então um choque entre o dever da educação com os interesses do sistema capitalista.
Após essa observação se percebe que existe uma dualidade no sistema educacional brasileiro: um lado preparando patrão (dominantes) e outro lado o funcionário (dominados). A elite, tanto industrial quanto agrária, administram os dois lados dessa escola dualista, encaixando-a no modelo capitalista. A educação, em especial a da rede pública, é deixada em um jogo conflituoso podendo perder seus objetivos principais, que são voltados para a formação da autonomia do ser humano. Não é interessante para as classes dominantes que a parte desprivilegiada do dualismo educacional forme intelectuais, pois, dotados de maior grau de intelectualidade (autonomia de pensamento e criticidade), seus conhecimentos poderiam ameaçar sua hegemonia. Então se desvaloriza a educação, se reduz o investimento e se desvia a atenção do problema, fazendo com que o potencial popular seja abafado (por ser temido).
Essa dicotomia educacional acaba por interferir em todos os desmembramentos da educação, afetando todos os setores e profissionais envolvidos. Os professores em especial, são uma das classes mais atingidas nesse meio profissional, pois sentem na pele, literalmente, todos os efeitos da desvalorização educacional; desde seu medíocre salário até a falta de estrutura do local de trabalho. A profissão de professor no Brasil é realmente instável.
Para se dar o desfecho final e entender a relação da desvalorização do professor com a crescente queda na procura pelos cursos superiores em licenciatura, é necessário compreender outra relação, a do trabalhador e capital. Maria de Fátima Costa Félix (1989, p.37) explica essa questão:
"(...) a relação entre o trabalhador e o capital como de fato no contexto das relações sociais engendradas no modo de produção capitalista. A subordinação da força de trabalho ao capital na sociedade é a conseqüência mais imediata da relação social que se estabelece entre as classes sociais numa situação historicamente determinada, em que o processo de produção tem base concreta a produção de mercado e mais-valia" (FÉLIX, 1989).
O ser humano realmente acaba por virar um produto, valorizado dependendo do seu conteúdo e conhecimento profissional. Por essa valorização profissional a pessoa procura se especializar em algo, para futuramente lucrar com o mesmo, esse é um dos motivos para talvez, participar de um curso superior em determinada instituição de Ensino, pois o certificado do Ensino Superior ainda é um dos facilitadores para a entrada no mercado de trabalho, podendo proporcionar um bom salário.
Seguindo o óbvio, pode-se afirmar que raramente a pessoa que tem opção de fazer um curso superior vai escolher uma profissão que não lhe trará grande retorno financeiro - embora estes possam estar no âmbito da satisfação pessoal. A idéia, pelo menos em termos, do primeiro curso é a de autovalorização profissional e lucro futuro - ter uma profissão e, talvez, um empreso - e não só absorver conhecimento; idéia essa puramente capitalista, perdendo, assim, o vínculo do bem-estar profissional (fazer o que gosta), embora isso possa ser discutível, pois pode haver a conciliação entre o prazer e as necessidades em termos de emprego e salário. Dessa maneira, o ingresso no Ensino Superior, aparentemente, já não possui a lógica da formação da individualidade, mas um pressuposto para a sobrevivência básica presente na idéia de lucros e ganhos econômicos cada vez maiores. Perde-se assim, nesta lógica, a possibilidade de contraposição ao sistema, pois se não há a preocupação pelo próprio indivíduo de formação em termos de autonomia, ele continuará a ser coadjuvante em seu processo de condição de dominado.
Concluindo, podemos afirmar que a desvalorização da educação ocorre devido a fatores externos que acompanham uma evolução política, econômica e social do capitalismo, que por sua vez segue a regra de manutenção da hegemonia de uma classe no poder. Mesclando essa desvalorização com a relação trabalho/capital, se justifica a queda na procura pelos cursos de licenciatura, pois mesmo que gostem da profissão e tenham inclinação para o magistério, os pré-vestibulandos escolhem uma profissão mais tranqüila e que tenha um retorno maior em termos financeiros.
Referências Bibliográficas:
FÉLIX, Maria de Fátima Costa. Administração escolar: um problema educativo ou empresarial? Cão Paulo: Cortez: Autores Associados, 1986.
FREITAG, Bárbara. Escola, estado e sociedade. 4 ed. rev. São Paulo: Moraes, 1980.
SAVIANI, Demerval (et all.), MENDES, Durmeval Trigueiro (coord). Filosofia da educação brasileira. 6 ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1998.
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